quinta-feira, 8 de abril de 2010

Ciência do Poder, Ciência do Estado e Foucault

A Idéia de ciência política como ciência do estado é tida, pelo professor Maurice Duverger da faculdade de direito e ciências econômicas de Paris, como a mais harmônica com a noção de “política” no seu sentido corrente, o professor conta ainda que “para o publico, a palavra política e a palavra do Estado estão ligadas. No entanto, há que se observar a existência de outras acepções acerca da ciência política, como por exemplo: Como conjunto da ciência do Estado e esta é a concepção jurídica tradicional do estado soberano. E é tida como uma noção obscura, que não é fácil de exprimir com precisão, mas, urge que para compreender-se a ciência política, como uma ciência do estado atente-se ao estudo do poder de forma cientifica e mais concreta.
Outra acepção acerca da ciência política é a que se faz desta, como uma ciência do poder, sendo inclusive a perspectiva encampada pela maioria de especialistas de ciência política.
Conforme George Vedel: “Se puder definir a ciência política, será pelo poder.”; “Ela tem por objeto os fenômenos oriundos do poder, isto é, os fenômenos de comando que se manifestam em uma sociedade”. Já para Maurice Duverger, “O objeto da ciência política não suscita grandes dificuldades: ciência da autoridade, dos governantes do poder” diante de afirmações como estas, não é difícil constatar que, sempre o Estado, o direito e a política existem para consolidar o domínio e as prerrogativas de determinados grupos em detrimento da dominação e sujeição de grandes contingentes de pessoas.
Há que se saber que a noção jurídica repousa na idéia de que a diferença entre o Estado e os outros grupamentos humanos é uma diferença de natureza: O Estado é soberano, as outras comunidades humanas não o são. Surgida esta noção de Estado, as estruturas e idéias configuradas no Estado, acabam por subjugar as idéias individuais dos “sujeitos” bem como suas formas de organização exercendo assim uma função de coerção e coação estatal sobre todos aqueles que ousem discordar ou questionar o Estado e suas verdades, “eliminando assim o surgimento do somatório de idéias individuais e autônomas na construção de um outro Estado, alternativa ao que nos é posto e imposto como vontade geral e soberania.

Diego Henrique

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